Aipo-em-rama

Receita 


Purifique-se depois dos excessos – Nesta altura torne-se fã do aipo
O aipo-em-rama (Apium graveolens Dulce)

Esta planta deriva do “Aipo da Horta”. É originária da região mediterrânica, onde crescia no seu estado selvagem. O aipo começou a ser cultivado a partir do século XVI. Chamamo-lo por vezes de “aipo-nabo”.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas:
- As qualidades diuréticas do aipo tinham já sido reconhecidas pela maior parte dos autores antigos e foram confirmadas nos séculos XVII e XIX por Cartheusel e Gazin, que descreveram os seus efeitos benéficos. É um excelente saciante da fome, sem calorias (efeito adelgaçante).
- A folha é rica em vitamina A, B e C.
- Apresenta também sais de sódio (Na), fósforo (P), potássio (K) e cálcio (Ca). É remineralizante, graças à sílica (Si) que contém.
- É um depurativo do sangue, do estômago e carminativo (aumenta as secreções digestivas).
- Todo o aipo, da raiz aos ramos, é afrodisíaco.
- Contem fitoestrogéneos.
- Contem, possivelmente, lecitina, um alimento precioso para o metabolismo dos lípidos.
- É um tónico geral e do sistema nervoso, em particular.
- Actua nas glândulas supra-renais, onde simula a síntese hormonal (adrenalina e corticóides).
- Ajuda a corrigir todas as tipos de acidez que acompanham inflamações diversas (ardor na urina...). É anti-reumastismal.
- O aipo é bom para todas as pessoas que sofrem de obstipação.
- A sua riqueza em fibras protege contra a parésia intestinal.
- Pode ser utilizado na dieta dos diabéticos (muito indicado como condimento).

Estados e problemas de saúde que podem beneficiar com o aipo-em-rama:
- Hidropsia
- O aipo diminui os problemas urinários
- Edema das pernas – Colesterol elevado
- Reumatismo, gota, litíase urinária, ureia, ácido úrico.
- Doenças do fígado, dos rins e da bexiga.
- Nervosismo: atribui-se-lhe propriedades terapêuticas para as pessoas nervosas e intelectuais (tónico calmante).
- Depressão, sono difícil. Perda de memória.
- Úlceras e feridas (o sumo de aipo ajuda a cicatrizar quando é aplicado directamente, puro e em compressas).
- Excesso de peso: útil para os regimes de emagrecimento.
- Obesidade, bulímia.
- Hipertensão, devida à obesidade.
- Frigidez.
- Oftalmologia: o sumo do caule é aplicado em compressas sobre as pálpebras.
- Frieiras: mergulhar as zonas atingidas numa cozedura quente durante 15 minutos.
- O sumo tem fama de ser um remédio para curar as frieiras mais graves.

Modos de consumo:
- Deve ser consumido de preferência cru (cortado em cubos, palitos ou fatias), nas saladas, nas sandes, ou com certos queijos.
- É indigesto se for comido sem ser mastigado, sobretudo nos casos de pessoas com estômagos frágeis.
- Cozido, fornece um aroma persistente às sopas, aos guisados, aos molhos, aos patés, aos quiches, às omoletas, ao arroz, a todos os cozinhados, em geral.

Conservação:
- Conservá-lo no frigorifico (uma semana), coberto para que não se desidrate rapidamente, ou guardá-lo num local frio e húmido, sem o lavar.

O aipo-rábano (Apium graveolens var. rapaceum)

Originário da região mediterrânica, esta variedade de aipo é popular na Europa mas pouco conhecido na América do Norte.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas:
- Rico em potássio (K), e, em menor quantidade, em cálcio (Ca), fósforo (P) e sódio (Na).
- Contém as vitaminas B6 e C em quantidades razoáveis.
- É conhecido como sendo um tónico geral e do sistema nervoso, aperitivo, afrodisíaco e remineralizante.
- Também o reconhecem entre os anti-reumatismais e os purificadores sanguíneos.
- Reduz as secreções do sistema digestivo.
- É muito rico em fibras. É recomendado para prevenir o cancro do cólon.

Estados e problemas de saúde que podem beneficiar com o aipo-rábano:
- O aipo-rábano tem as mesmas propriedades que o aipo-em-rama.
- Escorbuto.
- Paludismo.
- Reumatismos, gota, acidez que acompanha as inflamações.
- Obesidade.
- Obstipação.
- Fadigas intensas.
- Crises nervosas.
- Impotência, frigidez.
- Menopausa.
- Deficiência circulatória cerebral (perda de memória).
- Úlceras da boca (sumo).
- Anginas e afonia (utilizar o sumo para gargarejar e lavar a boca).
- Coqueluche: sumo.
- Catarro brônquico. Mucosidade excessiva.
- Feridas (o sumo ajuda a cicatrizar quando aplicado em loções e compressas).
- Diabetes (sumo).

Modos de consumo:
- Escolher um recipiente bem fechado.
- Pode ser comido cru ou cozido (10 a 15 minutos em água, 20 minutos ao vapor).
- Cru, será cortado em cubos, lamelas, ou ralado como a cenoura, condimentado com maionese e mostarda (aipo com molho verde).
- Cozido na sopa ou no guisado, tem um aroma muito particular.
- Pode substituir o nabo nos cozinhados.
- Consome-se também em puré ou picado com diferentes preparados.

Conservação:
- A baixa temperatura ou no frigorifico para evitar a sua desidratação (retire as folhas e coloque o aipo dentro de um saco de plástico perfurado).
- É um excelente legume para o Inverno, de fácil conservação numa adega (2-3 meses).

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