afligem o ser humano porque não têm apenas uma causa, apenas uma razão de existir, mas sim uma totalidade por vezes tão complexa como o próprio indivíduo. dade, ideia vaga em medicina, mas que toma uma importância crescente, a medi- cina cava uma vala imensa, com o homem moderno cada vez mais interessado em compreender o porquê da doença, pro - curando uma ligação às suas raízes, um laço com a natureza, e sobretudo tratar-se sem no entanto se agredir. Cada vez mais procura uma maneira de se tratar que compreenda, sem medo, sem traumas, com a colaboração e esperando com- preensão do médico que escolheu ou que a sociedade lhe propõe. filosofia que passa, é uma consciencializa- ção geral, uma necessidade humana de actualizar os nossos relógios biológicos segundo o grande principio que permitiu a vida neste planeta que habitamos: a inter- relação entre a Natureza, o Cosmos, lon - gínquo Criador, e as leis que os governam. A sociedade tecnocrata deu origem a uma medicina geneticamente tecnocrata que lescente, adulto ou idoso segundo um mesmo prisma. Mesmo se os organismos são diferentes, com uma genética e um terreno próprios, um sistema imunitário diferente, uma reacção psíquica individual, todos seguirão o mesmo protocolo médi- inquietação dos que param para reflectir sobre estes problemas da sociedade mo- derna. mais interessada nos diagnósticos precisos que na eficácia segura do tratamento. Esta atitude é útil e meritória sempre que se trata de definir uma patologia precisa ou irradiar as doenças infecciosas. do se trata das chamadas doenças de civi- lização, que são o testemunho de um pro- fundo desequilíbrio fisiológico, biológico, psicológico e até espiritual desta mesma civilização. como fulcro da próxima geração! Em que vazio ela se encontra, em que vazio a sociedade projecta mesmo quando se prepara para criar uma família? Em vez de se consciencializar da sua condição de mulher e da importância de dar a vida a um novo ser que se deseja com saúde físi- ca e psíquica, ela vai, por inconsciência ou desconhecimento, continuar uma vida agi- tada e desequilibrada. A criança que inevi- tavelmente herda as taras, qualidades ou defeitos dos pais e outros antepassados vai ainda ver as suas condições agravadas graças ao modo de vida agitado da mãe que lhe deu o ser. Desde a sua mais tenra idade é transportada de um lugar para o outro por pais nervosos e sempre apres- sados para chegar ao trabalho. Ainda há bem pouco tempo ouvi da boca de uma jovem mãe moderna: "Até que enfim, em breve irá para a creche" - ser mãe é ape- nas isso?! Quase que apetece sugerir porque não compra um cão e o deixa em casa do vizinho enquanto vai para o traba- lho? ser vacinada contra tudo e todos, alimenta- da pelas papas pré-fabricadas, enfrascadas, conservadas e industrializadas. Beber leites tratados, desinfectados, e por vezes sem qualquer valor nutritivo. À primeira consti- pação ou febre começa o caminho sem regresso dos antibióticos que cada vez serão mais fortes e potentes. Ao primeiro espirro, a mãe sem preparação corre para o pediatra, que muitas vezes para permitir à mãe ir para o trabalho sem remorsos, aconselha um antibiótico. Assim todos estão satisfeitos! E assim se preparam as doenças da civilização. preende-se que a vida moderna a faça esquecer, mesmo aos grandes médicos da nossa época. A arte da medicina seria reforçar este jovem organismo com ele- mentos que lhe permitam lutar por ele próprio, ficando assim mais forte para vencer os ataques presentes e futuros. riência a preservar e promover a saúde do seu filho por uma boa alimentação e justas medidas de higiene de vida. repousa sobre os grandes sucessos obti- dos pela medicina mas que sem prudên- cia, continua a preocupar-se apenas com resultados próximos, fáceis, esquecendo os problemas de fundo e o futuro do ser humano. Por todo o lado se fala num ambiente futuro do ser humano ou de um equilíbrio sustentado que deveremos deixar às próximas gerações. esquecida esta preocupação futura. Porque não fazer uma "medicina sustenta- da, útil à geração actual e sem descalabro para a época vindoura? Fala-se de reforma, há quem sugira que a medicina precisa de ser adaptada, revista e corrigida. O médi- co deveria ter um papel de educador e tornar-se menos prescritor. Um regresso às bases da saúde, dos valores intrínsecos dos clínicos - isto é o seu diálogo com o ser doente que tem na sua frente, a apre- ciação deste, dos olhos, das orelhas, da lín- gua, do nariz, da cor, etc. Atitude difícil mas insubstituível e indispensável ao conheci- mento do seu doente. Dar valor às noções de nutrição, conhecer os alimen- tos, ter noções de naturopatia, de irídolo- gia, ferramentas de importância capital para poder conhecer o doente na sua globalidade. A naturopatia na sua ver- dadeira formação tem quatro anos de estudos (colégios americanos) e é de grande utilidade na compreensão da crise actual. Ela age antes da doença, durante e após a doença, preocupando-se com o indivíduo na sua totalidade e não apenas com a doença que o atinge no momento. apenas quando a doença aparece, esque- cendo a prevenção, a higiene de vida e o futuro do doente. É bem conhecido o ditado chinês "Se alguém com fome te pede um peixe quando estás a pescar, não lho dês, mas ensina-o a pescar!". |