vera, penas agitadas ao ritmo de assobios e can apon tam o caminho de um no vo ciclo da vida. Nós humanos, que outrora fizemos parte desta harmonia, afastamo-nos cada vez mais em prol do progresso. É tão bom estar numa floresta de cimento armado e respirar as brisas que saem das entranhas das chapas a correr à nossa volta ou a passearmo-nos dentro delas. Quão fantástico é carregar-se num botão e fazer- se luz, para estarmos acordados num período do dia em que deveríamos estar a dormir e cumprir o ciclo do dia. Cada vez mais exercitamos os maxilares de preferência no bom caminho para as formas redondas, pesadas e doentias. Banhas a dar a dar, presas por piercings rodeados de pinturas maquiavélicas, saem como refegos das calças de cós curto e tops de tecidos encolhidos. É neste sururu que as mentes se agitam. Anseiam ir para o contacto com os areais, repletos de corpos a derreterem ao sol. Por tudo isto, não ficaria nada mal esque- cermo-nos do stress e ansiedade por um pouco, e reflectir na arte de adelgaçar o ventre e reduzir a celulite. Como o Verão está distante, ainda é cedo para uma boa prática alimentar. Agora é tempo de cultura, de preferência em espaços fechados. Levantam-se as vozes contra um infeliz decreto que não permite a prática desportiva de defumar a sala onde abanamos o capacete. Também proí be estragar o cigarro com o cheiro do chouriço, regado com um tintol, na au - dição de um fado castiço, de uma gargan- ta rouca ressequida, de uma bagaçeira feita de tudo menos de uvas! Continuando na senda da doença, logo que a Páscoa termine, venha a chicha do porco para que o focinho deste saia pelas tes e inchadas, cheias de ácido úrico, à espera que a infusão de harpago e as ca taplasmas de argila acal diuréticos sintéticos. com os suculentos bolos cheios de açúcar bem purificado e refinado, cobertos de natas light, excelente na produção de ate dução de barricas cambaleantes com pernas arqueadas, desniveladas por pés cha tos, à espera que a garçínia cambodja proceda a milagres de corta apetite e ini Falanges de vegetarianos que não deviam ter o aspecto dos citados anteriores são, ematográficas ou pequenos-almoços de cereais integrais consumidos por pseudo aves granívoras, esquecendo-se que não são portadores de papo e moela. Como se isto não bastasse, em prol das fibras, vão acumulando, excedentariamente, hi prejudicial ao sistema imuni tário. milagre dos pães, mas multiplicava certa- mente algas para acelerar o metabolismo. Defendia, desta forma, as tiróides com análises correctas mas cheias de nódulos. Infelizmente, estes só vêm a ser confirma- dos por exames ecográficos após inúmeras tentativas de emagrecimento mal sucedidas. Raras são as pessoas obe- sas que transpiram e exalam mau cheiro. Com isto ficam felizes. Só alguns o fazem pelas mãos, pés ou cabeça e esquecem-se que a pele é o maior órgão, com perto de seis quilos de peso. Se por ela não saírem os emunctórios, os nódulos, a celulite e a obesidade encontram terreno fértil. Sudações com toma prévia de infusões de flores de sabugueiro, são uma excelente solução para contrariar tal patologia. Após esta terapia, tomar banho de seguida é um perfeito disparate, pois bloqueia uma |