lizadas em 1967 pela Universidade de Natal, na África do Sul. Mais tarde, foram efectuadas ou- tras investigações pelo professor Piet van Jaarsveld, do Hospital de Tygerberg, e pelo pro fessor Patrick Boiuc, um imunologista da Uni versidade de Stellenbosch. Os estudos clíni- cos demonstraram que os pacientes seroposi- tivos mantiveram os seus níveis de linfócitos (as suas células imunológicas) no sangue, em com- paração com um grupo de controlo, durante um período de 36 meses, sem sinais de pro- gressão da doença. Também o professor Ru - uso da batata africana, pela sua capacidade de aumentar a quantidade de glóbulos brancos no organismo, aconselhando-a como suplemento, conjuntamente com a toma de fármacos anti- virais. Os investigadores descobriram que os esteróides e as esterolinas (hipoxosido, dihi que se encontram em concentrações elevadas na batata africana, estimulam o funcionamento das células T, que controlam e regulam o siste - ma imunitário, aumentando a resistência na-tu - ral do organismo e ajudando na luta contra as doenças. Também se verificou a redução dos sintomas alérgicos. Ruhr, na Alemanha, e pelo Instituto Nacional de Cancro em Bethesda, Maryland, USA, em pes- soas com cancro, descobriu-se contudo que nem todas as espécies de batata africana eram eficazes. De facto, apenas uma das 62 espécies existentes (a Hypoxis rooperi) conseguia efecti- vamente reduzir os tumores e tinha realmente uma acção contra as células cancerígenas, por conter Rp3, um aglucano especificamente anti- cancerígeno. O Instituto Nacional de Cancro em 60 tipos diferentes de tumores malignos e benignos, esta espécie de batata africana ajudou a reduzir cada um deles. Um estudo sobre a hiperplasia benigna da prós tata (doença que se caracteriza pelo aumento do tamanho da próstata, que afecta mais de um terço dos homens a partir dos 50 anos de idade, e cujos sintomas são a necessi- dade urgente e frequente de urinar, dificuldade ou demora em iniciar a micção, dor e sensação de ardor na mesma, diminuição do calibre e da força do jacto urinário, incapacidade de inter- romper voluntariamente a micção, sensação de esvaziamento completo da bexiga) conduzido pelo jornal britânico The Lancet Medical confir- mou que a batata africana pode constituir um tratamento para esta afecção. E nos últimos 20 anos, na Alemanha, a batata africana tem sido utilizada como prescrição para a hiperplasia benigna da próstata. Apesar de ainda não se saber ao certo se a sua eficácia no tratamento desta doença se deve ao hipoxosido, aos esteróides ou ao extracto da planta inteira, a eficácia do B-sitoesterol está bem documenta- da, bem como a sua actividade imunomodu- latória e antimutagénia. |