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Com experiência compro-
vada em várias áreas
profissionais (como apre-
sentadora, actriz, relações
publicas e dj),Rita Mendes
considera-se acima de
tudo uma comunicadora..
Actualmente, na sua
actividade profissional não
há lugar para a rotina,
mas por vezes, "é difícil
acertar os horários" e há
que se "fazer um esforço
muito próprio" para atingir
o equilíbrio. Para tal, a
disc-jockey não abdica da
prática regular de Body
Balance e de Pilates, e
confessa recorrer às mas-
sagens ayurvédicas, que
"reequilibram e alinham
energias".
SA:
Tem estado afastada da televisão e da
rádio, e trabalha actualmente como DJ. Qual
destas actividades lhe agrada mais?
RM:
A verdade é que voltei à televisão há re-
lativamente pouco tempo. Finalmente um pro-
jecto que tem a ver comigo, e por isso o acei-
tei depois de 3 anos afastada dos espectadores.
O programa chama-se "Hollywood Boulevard"
(AXN). Está a ser um "retornar a casa", porque
foi na apresentação que nasci para a comuni-
cação e dá-me um enorme gozo "namorar a
câmara". A actividade de dj, essa, acabou por
aparecer um pouco por acaso mas tem me
surpreendido muito. Montei um mini estúdio
em casa e cada vez mais me dedico a estudar a
mistura perfeita, a pesquisar e comprar música
nova e adoro tocar para o público de um clube.
No fundo, acredito que um comunicador gosta
essencialmente de chegar e tocar os outros.
Pode fazê-lo através da palavra mas também
através da música.
SA:
Trabalhando em espaços de diversão noc-
turna, como encara a nova lei do Tabaco?
RM:
A nível pessoal é fantástico! Nunca fumei
e sempre foi um dos factores mais negativos
no facto de me movimentar na noite. É ma-
ravilhoso chegar a casa, depois de uma noite de
trabalho e a nossa roupa não cheirar como um
cinzeiro... No entanto, a nível profissional, esta
lei torna os clientes de uma casa mais exigentes
para com o dj. O som tem que ser mesmo
bom para os manter na pista e não se lembra -
rem de ir lá fora fumar um cigarro. Resu min do,
a proibição do fumo em espaços fechados aca -
ba por me tornar uma melhor e mais esfor çada
profissional.
SA:
A maioria das pessoas entende que este
tipo de actividade profissional é muito desgas -
tan te, e mesmo prejudicial para a saúde, a lon -
go prazo. Concorda?
RM:
Sem dúvida que sim, principalmente se
olharmos as saídas nocturnas e os bares e dis-
cotecas puramente como ambientes fechados,
"pesados", em que se consome álcool e às ve -
zes estupefacientes, onde se ouve música mui -
to alta e se tem encontros fortuitos... Mas para
mim, a noite não é só isso e depende muito da
forma como se vive. Assumo que há uns anos
a noite era vivida intensamente, mas agora,
cada vez mais a vejo como um trabalho como
outro qualquer. A minha postura é a de chegar,
tocar, animar a pista... e seguir para o meu con-
forto logo depois. Quando visto a pele de dj
considero-me uma artista envolvida na sua
actuação e não tenho já há algum tempo von-
tade de esticar as horas de "borga". É assim que
me "protejo".
SA:
Como consegue conciliar o trabalho com
o descanso?
RM:
Com muito sono. Preciso e adoro dormir.
Quer me deite tarde ou cedo, as 8 horas de
sono são essenciais para o meu bem estar. A
partir daí tenho que fazer um esforço muito
próprio para me equilibrar porque a minha vida
de rotineira nada tem. Por exemplo, ao fim de
semana deito-me muitas vezes às 7, 8 da
manhã. Por outro lado, todas as 3ªs feiras apa-
nho o avião as 8 da manhã e sigo para Madrid
para gravar o meu programa. É difícil acertar os
horários...Os momentos de descanso, quando
existem, são muito bem aproveitados em famí -
lia e no aconchego da minha casa.
SA:
Mantém algum tipo de cuidados com a sua
alimentação?
RM:
Sim. Fui vegetariana durante 6 anos e
dessa época ficaram-me algumas regras essen-
ciais de alimentação. Em casa uso e abuso de
alimentos integrais e cada vez como mais le -
gumes. Gosto muito de grelhados e tenho o
cuidado de diversificar. Fritos feitos em casa são
proibidos, apesar de no restaurante me permi-
tir de vez em quando umas batatas fritas e os
pratos tipicamente portugueses a que não con-
sigo resistir...
SA:
De entre os pratos vegetarianos, tem algu-
ma preferência?
RM:
Adoro um prato bem colorido. Significa
que é completo e repleto de bons nutrientes.
Sei tã grelhado, legumes verdes, leguminosas,
massa ou arroz integral. Gosto também dos
meus cozinhados " veg-italiani": bolonhesa de
soja e lasanha de legumes.
SA:
Toma algum tipo de suplemento alimen-
tar?
RM:
Antioxidantes e vitaminas.
SA:
Apresentou em tempos um programa
sobre desportos radicais. Pratica algum?
RM:
Prefiro sem dúvida nenhuma, as activi-
dades holísticas. Pratico Body Balance e Pilates
no Holmes Place e a sua regularidade fazem
par te do meu equilíbrio. Desportos radicais só
mesmo os que já experimentei em tempos.
Pratiquei body board e patins em linha durante
alguns anos.
SA:
De que modo enfrenta as preocupações
do quotidiano? Segue alguma forma de rela-
xamento (massagens, ioga)?
RM:
Tenho a sorte de ter uma grande amiga, a
Alexandra Sedas, que é terapeuta ayurvédica, e
por isso quase todas as semanas recorro às
suas massagens que me reequilibram e alinham
energias. Em casa, faço alguns exercícios respi-
ratórios, baseados em técnicas de Ioga que me
conseguem acalmar quando mais preciso.
Rita Mendes
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ENTREVISTA