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ciam-se a fungos, dos quais
dependem para a sua ali-
mentação. Principal-mente
nas regiões tropicais, são
também epífitas, isto é,
trepam as árvores para al -
cançarem os pontos com
mais luz.
De entre as milhentas
espécies de orquídeas,
gos taria de mencionar a
Vanilla fragrans, de cuja
vagem se extrai a baunilha,
muito utilizada na culinária
e na perfumaria (se bem
que a maior parte da
essência de baunilha que
hoje em dia se consome seja sintética).
Quando visitei a ilha de S. Tomé, tive a sorte de
visitar uma plantação de baunilheiras. Então, o
respectivo jardineiro contou-me com toda a
convicção que, para polinizar as flores com
sucesso, através de um pequeno pincel, era
necessário um jovem virgem (coisa pouco rara
em S. Tomé...) e, se fosse rapariga, não pode-
ria estar em período de menstruação. Crenças!
Vendo pelo preço que as comprei!
Na realidade, quando
trouxeram esta
orquídea para a África,
oriunda do continente
americano, ela não
reproduzia. Porquê?
Ora porque se es
-
quece-ram de trazer
também o insecto re -
produtor.
Falemos ainda do
satirião-macho, Orchis
máscula L
., que é uma
planta medicinal e
uma das mais bonitas
or quídeas europeias.
Os seus rizomas asse -
melham-se a testícu-
los, daí o nome grego
"orchis" e são apro
-
veitados, ou melhor,
eram, para confecci
-
onar uma farinha gelatinosa denominada sale-
po. Parece que o salepo é ideal para debelar
fadigas e impotências. Infelizmente o satirião-
macho tornou-se raro no nosso país, sendo
proibido colhê-lo.
Bom, por ora basta, para não cansar. A matéria
sobre as orquídeas daria para se redigir grossos
volumes, com vários tomos.