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A utilização das energias
renováveis tem vindo a
registar um aumento con-
siderável no nosso país,
uma vez que Portugal se
vê na necessidade de
atingir a meta imposta
pela Europa para 2010,
segundo a qual 45 por
cento da energia utiliza-
da deverá ser renovável
Embora ainda não se encontre no patamar
desejado, Portugal é, no entanto, um dos país-
es europeus que apresenta condições mais
favoráveis para a utilização em larga escala de
energias renováveis dada a situação geográfica
privilegiada, com elevada exposição solar, uma
boa rede hidrográfica, litoral extenso e ventos
oceânicos consideráveis.
A ideia de energias renováveis surge normal-
mente associada à produção de electricidade a
partir de fontes renováveis, embora estas pos-
sam ter outros fins, como por exemplo os
transportes.
Nesta área, os biocombustíveis são vistos
como uma das soluções a curto prazo para a
redução das emissões de GEE (Gases de Efeito
Estufa). Contudo, este é um tema que conti-
nua a ser alvo de debates, pois significa a uti-
lização das terras agrícolas para produção de
combustível num momento em que se assiste
à crescente falta de alimentos a nível mundial.
Paralelamente, a utilização intensiva dos solos
promove mais libertação de GEE e pressupõe
um uso elevado de pesticidas produzidos com
a utilização de grandes quantidades de com-
bustíveis fósseis.
Uma alternativa a este tipo de produção é a uti-
lização de óleos alimentares usados para pro-
duzir biocombustíveis, processo que está a ser
utilizado cada vez com maior sucesso por algu-
mas autarquias um pouco por todo o país.
A este propósito é de salientar o caso da
Ericeira, cuja Junta de Freguesia afirma ter sido
pioneira na recolha porta-a-porta dos óleos
usados, que começou por entregar a uma
empresa de produção de biodiesel.
Mensalmente e desde há vários anos, recolhe
entre quatro a cinco mil litros de óleo vegetal
usado.
Utilizar
os recursos
Obviamente, as fontes renováveis são uma
forma de gerar electricidade de um modo sus-
tentável e mais limpo, sendo as mais usadas a
energia eólica, a hídrica, a geotérmica, a bio-
massa, o biogás, a das marés e a solar, todas
elas fontes inesgotáveis de energia, apresentan-
do reduzidos efeitos negativos sobre o am-
biente e possibilitando usar o recurso energéti-
co no próprio local de produção.
Neste momento em Portugal estão em curso
vários projectos, como é o caso da nova cen-
tral solar, cuja construção terá lugar em Ferreira
do Alentejo, distrito de Beja. Trata-se de um
projecto fotovoltaico com um investimento a
rondar os 51 milhões de euros, que poderá
produzir energia renovável durante 25 anos.
Esta será a segunda maior central do género do
país, depois da Central Solar Fotovoltaica de
Amareleja, a maior do mundo, que está a ser
construída no mesmo distrito, mais concreta-
mente em Moura.
Por outro lado, o Governo parece também
interessado em aproveitar largamente um dos
maiores recursos naturais do país para a pro-
dução de energia renovável. Assim, foi recen-
temente assinado um Memorando de
Entendimento entre o ministro da Economia e
da Inovação, Manuel Pinho, e o secretário de
Estado de Energia dos EUA, Samuel Bodman,
com vista à cooperação, científica e tecnológi-
ca, para aproveitamento da energia das ondas
numa zona piloto localizada numa área 25
quilómetros quadrados a norte de São Pedro
de Moel.
"Lisboa pelo Clima"
no
Dia da Terra
O Dia da Terra (22 de Abril) foi o dia escolhido
para incentivar a população a lutar contra as
alterações climatéricas, assinando o compro-
misso "Lisboa pelo Clima", enquanto diversas
actividades decorriam no Largo de Camões
alertando a população para as questões ambi-
entais
O objectivo foi o de mobilizar a população a
lutar contra as alterações climatéricas e a
assumir o compromisso de transformar Lisboa
numa referência em termos de qualidade de
vida em harmonia com o ambiente.
A Campanha "Lisboa pelo Clima" surge, ao
mesmo tempo, como resposta às recomen-
dações ambientais do Conselho Europeu para
que todos os Estados Membros concretizem o
objectivo "20-20-20": ao aumentar em 20 por
cento a produção de energia a partir de ener-
gias renováveis, aumentar em 20 por cento a
eficiência energética e reduzir em 20 por cento
as emissões de gases com efeito de estufa.
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Por: Paula Castelo Branco
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