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ECOTURISMO
Por: Filipa Pires [ Colaboração: Luís Filipe Freitas ]
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João Pessoa é a capital do estado brasileiro
da Paraíba, que tem como limites o estado
do Rio Grande do Norte ao norte, o
Oceano Atlântico a leste, Pernambuco ao
sul e o Ceará a oeste. Embarcando em
Lisboa, o viajante segue de avião até Natal
e de seguida, já por terra, desloca-se até
Pipa, uma agradável aldeia turística, em
cuja praia aparecem golfinhos, de manhã.
A meio caminho entre Pipa e João Pessoa
(uma distância de cerca de 100 quilóme-
tros), passa por uma entrada com a indi-
cação de Mamanguape, rio com o mesmo
nome, onde existe uma reserva do
famoso peixe-boi, que se deixa fotografar
pelos turistas que o tentam avistar de
canoa. A Baia da Traição é uma outra
entrada bastante interessante, com uma
pousada ao estilo das Ocas de madeira
(casa tradicional dos índios).
As 29 aldeias dos índios potiguara são um
dos pontos de interesse nos arredores de
João Pessoa. Algumas são mais tradi-
cionais, e encontram-se mais escondidas
no interior. A entrada no espaço que
engloba as aldeias é fechada, quem pre-
tende visitá-las deve deixar o Bilhete de
Identidade e escolher um guia. E é na rea-
lidade uma experiência diferente conhecer
o único povo indígena oficialmente reco-
nhecido no estado da Paraíba, podendo
ainda surgir a oportunidade de se encon-
trar o Cacique geral das aldeias, que
representa o grupo no seu todo, principal-
mente perante os órgãos oficiais e a
Justiça.
Fundada no século XVI, João Pessoa é a
terceira cidade mais antiga do Brasil e
apresenta um rico acervo históri-
co/arquitectónico, com imponentes con-
struções barrocas datadas
desse mesmo século. É
de referir então a Igreja
de São Francisco, localiza-
da no Centro Histórico, pertencente à
Ordem das Carmelitas, e em cujo jardim
se encontra um antigo relógio de sol, que
infelizmente não funciona. Outro exemplo
é a Fortaleza de Santa Catarina, fundada
em 1589, situado em Cabedelo, uma
cidade nos limites de João Pessoa. Este
forte representa um testemunho vivo das
lutas contra os invasores holandeses, no
tempo da ocupação portuguesa.
Como João Pessoa é uma cidade banhada
pelo Oceano Atlântico, forma várias praias
de águas tranquilas, de entre as quais se
recomendam a Praia de Cabo Branco
(onde se localiza a Ponta de Seixas, o
ponto mais oriental da América do Sul), a
Praia de Tambaú (com piscinas naturais, de
corais - Picãozinho), ou as Praias do Sul
(Coqueirinho, Tambaba , etc). E uma das
atracções turísticas mais apetecíveis é sem
dúvida a Praia do Jacaré no Rio Paraiba,
onde se pode assistir a um maravilhoso
pôr-do-sol, ao som do Bolero de Ravel.
Por outro lado, João Pessoa tem todo o
estilo de cidade do interior e é bastante
segura. A natureza é protegida por lei, e a
orla marítima é preservada pela legislação
que limita a altura dos prédios construídos
nesta zona. Para além das ruas e bairros
bastante arborizados, as duas reservas de
Mata Atlântica existentes no interior da
cidade representam um verdadeiro pul-
mão, essencial para o controlo da
poluição. Esta é uma formação vegetal tipi-
camente brasileira, e a biodiversidade do
seu ecossistema é uma das mais impor-
tantes do planeta. Actualmente resta ape-
nas 5% da extensão original daquela que
foi a segunda maior floresta tropical húmi-
da do Brasil, ocupando todo o seu litoral.
Para a protecção da fauna local contribui
ainda a polícia ambiental (ibama) que,
durante os meses de Setembro e
Outubro, fecha o acesso à Praia de
Intermares (município de Cabedelo), local
onde milhares de tartarugas chegam para
desovar. Esta praia, também denominada
Praia da Tartaruga, é a segunda praia do
mundo onde este fenómeno ocorre, e os
responsáveis pelo município do Cabedelo
demonstram assim uma forte consciência
no que diz respeito à protecção desta
espécie animal.
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