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A astenia sentida por muitos,
pior ainda por aqueles que
acabam de regressar de férias,
é uma epidemia das sociedades
actuais e com maior relevância
nos meios urbanos.
Não são poucos os que por aí
gravitam cansados desde o le-
vantar ao deitar. Alguns têm um
laivo de energia que pode
durar segundos ou uma hora,
para depois voltarem ao tor-
mento de anos. Normalmente
completam o quadro com uma
ou mais fobias. Entre muitas,
são mais frequentes o mal-
estar na presença das multi-
dões, espaços fechados, tais
como: metro, elevadores,
aviões, habitações ou trans-
portes com janelas fechadas e
com pouca luz. As sensações
de pânico são frequentes.
Existem aqueles que têm pavor
do medo. Outros, em que o
pensamento é orientado para
o suicídio, se não forem trata-
dos, tal atitude pode ocorrer.
Esta patologia, tão fácil de
tratar, tem um nome, bipolari-
dade.
Surge pela carência de lítio na
célula cerebral, mesmo que
em análises ao sangue os valores pareçam
normais. O défice é ocasionado pela ingestão
de sal não integral e, pior ainda, refinado.
Ninguém deve auto-medicar-se e só fazê-lo
com o acompanhamento de um clínico bem
conhecedor e experiente. Dosagens e tipos
do mineral terão que ser respeitados con-
soante a anomalia e o paciente em causa.
Não se pode deixar esquecido o aviso de
efeitos imprevisíveis de inter-
acção com alguns fármacos e até
suplementos naturais.
Esta doença noutros pacientes
tende a agravar-se e a evoluir,
dando origem à fibromialgia. Para
além de tudo o que foi dito, veri-
ficam-se também dores articu-
lares e musculares.
Há bem pouco tempo, alguém
que estava assim há anos veio propositada-
mente da Suiça com o intuito de curar-se.
Para conseguir fazer a viagem, teve que fazer
durante dois meses um tratamento que lhe
permitisse contornar o pânico do trajecto do
avião. Quando chegou, o seu estado era tão
grave que nem com um dedo ao de leve lhe
podia tocar na pele. As dores articulares eram
tantas que só se sentia bem deitada. A sua
locomoção só se efectuava com a ajuda de
canadianas. Após quarenta dias da sua chegada
já lhe dava palmadas nas costas, aos cinquenta
corria pela praia e ao cabo de dois meses
regressou à zona alpina, com um sorriso nos
lábios e um brilho nos olhos, sinal de todo o
doente que venceu a doença.
Não julguem que está completamente tratada,
ainda tem muito que fazer até voltar a ser
uma pessoa completamente saudável. Relato
este caso dos muitos que encontrei, para
desmistificar a ideia que os doentes com fibro-
mialgia terão que se conformar com o seu
infortúnio e que esta ou a maleita anterior são
crónicas.
O que é crónico é a estupidez dos fundamen-
talistas da medicina, seja ela qual for, que não
aceitam a interacção de vários métodos.
Como naturopata, não nego que me baseei
em estudos, terapias e princípios alopáticos
aos quais adicionei outras formas de tratamen-
to para a resolução dos dois problemas cita-
dos.
Quem desejar conseguir uma solução para o
seu problema, primeiro que tudo deve men-
talizar-se que terá que ser o centro do seu
universo. Como primeira prioridade estão os
seus tratamentos e capacitar-se que se
estivesse internado num hospital os afazeres
profissionais nem sequer os executava, tam-
bém não é este caso levado ao extremo. O
rigor alimentar é imprescindível, acompanhado
de desintoxicações diversas.
Deficiências imunitárias acompanham normal-
mente a situação de fibromialgia e devem ser
suprimidas com o recurso a enzimas.
Tudo o que possa interferir na total paz de
espírito do paciente terá que ser suprimido. O
recurso a calmantes e ansiolíticos naturais,
sem qualquer tipo de habituação ou
dependência, poderá ser usado quando algo
perturbe o sistema nervoso do doente.
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Astenia e Fibromialgia
têm cura
SAÚDE
Por: Dr. Fernando Figueiredo | 21 812 78 21