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Na prática
Ao comprovar-se notórias melhorias dos
doentes com uma simples gargalhada, a terapia
do riso começou a ser aplicada em alguns hos-
pitais do país como se se tratasse de um bom
medicamento, que ajuda a renovar a energia
do doente e o estimula, perante o seu abati-
mento. Um excelente exemplo é a
Operação
Nariz Vermelho
, uma associação sem fins
lucrativos, cujos "Doutores Palhaços" visitam as
crianças hospitalizadas, desde 2002. A sua
abordagem baseia-se numa actuação de impro-
viso, tentando desdramatizar os procedimentos
hospitalares e potenciar o riso. Actualmente,
esta operação cobre oito hospitais, como o
Hospital de Santa Maria, o Hospital D. Estefânia
ou o IPO de Lisboa e do Porto.
Por outro lado, existem já cerca de 20 "
Cursos
do Riso
" em Portugal, com "sessões do riso",
realizadas regularmente. Em cada sessão, o
dinamizador propõe um guião composto por
uma sequência de situações, por vezes subor-
dinadas a um determinado tema. Carlos
Ventura dá um exemplo utilizado nas sessões
que dinamiza: "Escolho um tema, como por
exemplo, o cinema. Proponho que nos lem-
bremos do filme Dancing in the Rain, que can-
temos e dancemos à chuva". Entre cada
sequência, utiliza-se um separador, uma senha
("OH OH AH AH AH"). Segundo Carlos
Ventura, o objectivo das "sessões do riso" é "rir
sem razão aparente, contagiando as pessoas à
nossa volta. Não se pretende rir do outro, mas
sim em conjunto, e assim dar a volta e rir de
qualquer situação, não nos levando a sério".
Durante o acto
de rir libertam-se
endorfinas,
as hormonas sedativas naturais do
cérebro, semelhantes à morfina. Por
isso, 5 ou 6 minutos de riso contínuo
actuam como um analgésico, razão pela
qual se utiliza esta terapia em conva-
lescenças que requerem uma mobiliza-
ção/recuperação rápida do sistema
imunológico.
' A terapia do riso pratica-se desde há
25 anos em países como a Índia, a
França, a Espanha, a Suiça e os Estados
Unidos. O seu pioneiro no Ocidente foi
sem dúvida o Dr. Hunter Adams - con-
hecido por Patch Adams - que se serviu
da gargalhada para que os seus
pacientes recuperassem o entusiasmo e
a saúde. A sua experiência foi levada
ao cinema.
' Entre as ferramentas da terapia do
riso, destacam-se a expressão corporal,
o jogo, a dança, os exercícios de respi-
ração, as massagens e as técnicas para
rir de modo natural e saudável, para
que o riso saia do coração, do ventre,
de um modo simples, como fazem as
crianças.
Rir ao ritmo das vogais
AH. Provoca uma vibração entre a zona
dos rins e o ventre, enchendo-os de
energia e activando a potência sexual.
EH. Liberta energia do fígado, vesícula
biliar e tecido muscular.
IH. Actua sobre o sistema nervoso e
estimula a tiróide. Liberta a energia do
coração e activa a circulação.
OH. A sua vibração incide sobre a hipó-
fise e o hipotálamo. Actua reforçando o
tecido conjuntivo.
UH. Agita a zona pulmonar e ajuda a
eliminar bloqueios do passado.
Para além destas vocalizações pro-
postas pela Medicina Tradicional
Chinesa, é ainda de mencionar o som
"SU", que, ao inspirar e expirar, ajuda a
atingir a paz interior e exterior.
Saúde
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